Flutuando entre alegrias bobas e tristezas bem fundamentadas.

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Marcos Daniel

Há mais de 50 anos decifrando indiferenças

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O Amor Tudo Mata quando Morre

Eu morro dia a dia, sabendo-o, sentindo-o, com a morte do amor em mim. Esvaiu-se, ensandeceu, partiu, espécie de sol sepultado por mãos ímpias, numa cratera de lua, algures, ou na tristeza de um retrato emudecido pela ausência de vozes em redor. Sem ele, a casa ficou deserta de risos,

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O Eu-Mobília

Há uma solidão particularíssima. Não é a dos que ficaram sozinhos, mas a dos que se tornaram refúgio demais para o outro. É a solidão do território invadido que, em sua generosidade patológica, esqueceu de demarcar uma fronteira para si. Nesse jogo de espelhos, ele se ofereceu como a casa

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Eu queria

Eu queria que, pelo menos uma vez na vida, alguém tivesse medo de me perder também. Queria alguém que lutasse por mim como eu sempre lutei por todo mundo. Alguém que notasse meus silêncios quando eu me calo, quando eu fico mudo. Alguém que também perdesse o sono quando a

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Baleia

A CACHORRA Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida. Por isso Fabiano imaginara que ela

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Os Ombros Suportam O Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão mulheres

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